domingo, 24 de fevereiro de 2013

Do baú de Sérgio Caponi


POESIA PERVERSA
                                    
                                         Sérgio Caponi

Amar e seguir olhando a baforada do cigarro
e as águas desse rio que não cansam de vazar...
Ah! Como estas horas passam! ...
Como lanças afiadas estes ponteiros me estraçalham!...
Ah! passos na amplidão...
(Ah! horas que não passam!)
Ah, coração hemorrágico que não para de sangrar! ...
Ah! alma de porcelana partida,
em pedaços recolhida,
volta e torna a suspirar! ..
.







Sérgio Galvão Caponi é membro da Academia Campinense de Letras e presidente da Academia Campineira de Letras e Artes.







Um comentário:

  1. Gostei!
    Eu diria que é um poema translúcido.
    Sensibilidade total.
    Aplaudo!!!

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